Noopolítica

A mente e o corpo como territorialidades estratégicas

Noopolítica aborda concepções e posturas que territorializam a mente e o corpo em domínio estratégico de mudanças civilizatórias, interconectando dimensões individuais, locais, nacionais, globais, planetárias e cósmicas.

Seja em situações de convivência ou de conflito nas relações humanas, vislumbra-se um mosaico de abordagens ancoradas em lógicas de poder, segurança nacional e internacional, política, espiritualidade, em diálogo com o campo científico, demandando abertura para perspectivas holísticas de compreensão e interlocução.

A base estrutural de referência é o processo recente de aceleração globalista, agente catalizador de transformações tecnológicas, cognitivas e socioeconômicas que alavancam um crescente protagonismo das redes comunicacionais da era digital. Como parte dessa dinâmica, adquire centralidade analítica o significado e o alcance da imaterialidade como esfera da política.

Áreas Temáticas

• Culturalismo e mentalização estratégica. Racionalidades meios-fins e Cisne Negro na formação de agentes políticos, corporativos, sociais, religiosos, de segurança e inteligência.

• Noosfera. (In) conscientes coletivos sob o prisma do poder, da segurança e da espiritualidade.

• O cérebro como campo de batalha. Guerras cognitivas.

• Estrutura e conjuntura.

• Transhumanismo. A mente e o corpo como territórios sem fronteiras.

• Dimensões/Metaverso. Trascendendo o mundo material?

o espelho de um momento

O que foi compreendido já não existe.

A ave confundiu-se com o vento,

O céu com a sua verdade,

O homem com a sua realidade.

Paul Éluard

A progressão da multipolaridade na distribuição do poder mundial, em que proliferam atores com diversidade de sistemas políticos, aliada à paulatina diminuição da influência internacional estadunidense, acentuada com o retorno de Donald Trump à presidência, convive com o sentimento de impunidade por parte de alguns Estados no uso da força armada.
É o caso dos governos da Rússia, Israel e Estados Unidos, que assumem um cálculo de custo-benefício favorável em ações externas que visam neutralizar e/ou eliminar alvos situados em campo inimigo, com alto custo para as populações civis.